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É oficial: depois de 14 anos, Mythbusters chega ao fim

João Vitor Goularte 15:38:00 Add Comment

Após 14 temporadas a série de sucesso Mythbusters (no Brasil: Caçadores de Mitos) chegará ao fim. Com 248 episódios, os apresentadores Adam e Jamie já sabiam que a próxima seria a sua season finale e, com isso, prepararam incríveis episódios finais “Era o meu maior medo que a série simplesmente pararia e não seríamos capazes de fazer episódios finais adequados, então, tentamos encontrar exemplos impressionantes de cada tipo de mito e fazer nossa história“. Apesar de muito diferentes, ambos os apresentadores se orgulham da história do show e do interesse pela Ciência que ele despertou nos jovens durante os 15 anos passados.

Adam Savage afirma que continuará trabalhando em projetos tanto na frente quanto atrás das câmeras, enquantoJaimie Hyneman prefere “voltar a realidade” e trabalhar com projetos de engenharia, citando projetos navais. Na verdade, por mais que trabalhem juntos, a dupla tem uma reação apenas de trabalho, não sendo “amigos”, tendo dois modos de encarar o programa muito diferentes: enquanto Adam se preocupa com o jeito de contar a história, Jaimie se preocupa com a pureza da engenharia por trás dos experimentos.

A última temporada de Mythbusters inicia em 09 de janeiro de 2016.

Líder na TV paga, Cartoon Network investe em séries nacionais e supera cota

João Vitor Goularte 15:16:00 Add Comment

Líder entre os canais da TV paga em setembro, o Cartoon Network é dono de animações internacionais de sucesso como "A Hora da Aventura" e "Teen Titans", mas também tem se destacado na produção de conteúdo brasileiro. Investindo em séries nacionais desde 2004, o canal mantém hoje 15% de sua grade de programação ocupada com oito produções como "Turma da Mônica" e "Sítio do Picapau Amarelo" e "Irmão do Jorel" – superando os 10% determinados pela Lei da TV Paga, em vigor desde 2011.

A leva de programas nacionais – e a audiência bem-sucedida – foi resultado de um esforço do canal para se aproximar do público brasileiro, de acordo com a diretora de conteúdo do canal, Daniela Vieira: "As produções nacionais têm a mesma veia, o mesmo DNA que as internacionais. Mas é óbvio que uma 'Turma da Mônica', um 'Sítio', têm uma veia muito brasileira. E a partir do momento que você vira a casa de uma dessas propriedades, você começa a falar de forma diferente com seu público. E com 'Irmão do Jorel', por exemplo, que tem temáticas internacionais com elementos muito locais, você também se comunica de forma diferente com o público brasileiro. Tem uma identificação, mas tem os padrões de qualidade internacional do canal".

Antes de uma nova produção nacional ser lançada, é feito um trabalho em grupo para garantir que ela esteja em sintonia com o canal, mas mantenha sua identidade. "Irmão do Jorel", por exemplo, foi concebida como uma série para jovens adultos e, por isso, um dos personagens fumava – o que não condiz com o público-alvo do Cartoon Network, de crianças de 7 a 12 anos. "Sem tolher a veia criativa e o cerne da propriedade, a gente dá uma polidinha para caber dentro do que a gente considera adequado para as crianças. É sempre um trabalho a quatro mãos", explica Vieira.

E as séries brasileiras não ficam restritas ao território nacional. Hoje, as oito produções são exportadas para os demais países da América Latina onde o canal está presente – e são bem aceitas apesar das diferenças culturais. "Do México para baixo, todo mundo assiste e a aceitação é ótima. Tem séries que são muito enraizadas aqui, como a 'Turma da Mônica' ou o 'Sítio', que tem um pouco de folclore, elas não tem dificuldade de aceitação, mas são um pouco mais difíceis de traduzir", diz a executiva, acrescentando que os novos projetos do canal já são pensados tendo em vista a distribuição internacional: "Quando a gente pensa em conteúdo, o conteúdo tem que extrapolar a fronteira. Como a gente tem essa possibilidade, a gente aproveita para fazer com que os conteúdos viajem".

Na avaliação de Vieira, o mercado de animações no Brasil se desenvolveu muito nos últimos dez anos, deixando de ser voltado quase que exclusivamente a crianças pré-escolares e crescendo em capacidade de produção, mas ainda sofre com falta de mão de obra qualificada.

"Se você compara 'Irmão do Jorel' e olha os recursos de animação, eles podem ser inferiores, mas o todo, o tratamento da série, não destoa das internacionais", afirma. "A gente já chegou nesse patamar favorável. Mas ainda temos um longo caminho. A gente tem uma demanda de animação no mercado que é maior do que a quantidade de gente qualificada para fazer. Então a gente começou a entrar em uma fila indiana de projetos, porque não há tanto braço qualificado. A gente vai dar mais um salto daqui uns dois, três anos, quando haverá uma nova safra de animadores".